segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Bicentenário do Cerco de Almeida e do Combate do Côa


(Tropas de infantaria ligeira -95.º Rifles- em acção, na defesa das muralhas de Almeida)

Conforme previsto, nos passados dias 27, 29 e 29 de Agosto as pacatas gentes da formosa Vila de Almeida viram a sua rotina diária agitada pela chegada de centenas de soldados vindos de toda a Europa, a fim de participarem nas comemorações do Bicentenário do Cerco de Almeida e do Combate do Côa.
Todavia, esta tropa era toda composta por homens e mulheres amistosos, tendo muitos deles feito milhares de quilometros a fim de poderem estar no nosso país e participarem neste memorável evento. Como sempre, as noites em Almeida, além de quentes, revelaram-se longas e muito animadas, com o rufar dos tambores a ouvir-se pelas ruas estreitas, até bem tarde na noite.


Três cavaleiros do Regimento de Brunswick (Hussardos da Caveira / Death's Head Hussars), que integraram o exército luso-britânico, inspeccionam atentamente o movimento das tropas adversárias, de molde a poderem relatar os mesmos com fidelidade ao General-em-Chefe do exército.



A artilharia portuguesa (Regimento de Artilharia nº 4), como sempre, teve a seu cargo a fatia de leão na defesa da Praça de Almeida. As tropas adversárias cedo aprenderam a temer o seu tiro certeiro e a respeitar o seu sangue-frio, em combate.



Logo de madrugada, as tropas do Exército Luso-Britânico marcharam para as suas posições junto da Praça de Almeida, bem equipados e motivados para a respectiva defesa.



E foi assim que ficou marcado este importante episódio da História nacional, onde muitos milhares de cidadãos, vindos de todo o nosso Portugal e não só, tiveram a oportunidade de visualizar um evento magnífico.

Foram particularmente emotivas as cerimónias feitas em memória dos caídos em combate (no rio Côa e em Almeida), provenientes de todas as nações presentes. Estas cerimónias, em especial, são importantes não só para relembrar aqueles que, fosse qual fosse a respectiva motivação, fizeram o sacríficio último em prol de um ideal, como também e principalmente para sinalizar a concórdia e amizade que hoje reina entre Nações que em tempos foram adversárias - para que nunca mais o voltem a ser.

Como já muitos o disseram, no estudo da História encontra-se a profecia do futuro e a História e o Património de um Povo querem-se vivos e operantes - sendo este um sinal inelutável de vitalidade no presente do tecido social de uma Nação, como certamente todos desejamos que a nossa o seja.

Aqui ficam alguns links para imagens e videos do evento:




PC