sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Herodoto, 485(?)-420 AC

Estou a ler uma excelente tradução do magnifico livro de Herodoto (Histórias), do editor Robert B. Strasseler.
Trata-se de uma landmark edition, que é uma edição onde, além do mais, se podem encontrar excelentes mapas onde estão assinalados praticamente todos os pontos geográficos referidos pelo autor (cidades, rios, regiões) tal como na altura eram designados, mas que actualmente para um leigo seria difícil localizar. Este edição permite-o, de um modo rápido e intuitivo, o que confere um extraordinário prazer à leitura.
Estou na parte (Livro II) referente à descrição do Egipto. Nesta, como em outras parte do livro, o autor por diversas vezes usa uma expressão muito peculiar, a respeito de certo monumento ou de certa obra feitas pelos "antigos", mais ou menos no sentido de demonstrar apreço pelo facto de, com os seus próprios olhos e no tempo da sua vida, ser ainda possível visualizá-lo(a).
Para mim o peculiar da questão reside no facto de o autor estar a "falar" do século V AC e eu estar a lê-lo no século XXI DC, e ainda assim ser possível visualizar os mesmos monumentos (por exemplo, as pirâmides) e partilhar idêntica perplexidade e assombro.
É de facto fantástica a possibilidade que os (bons) livros de história permitem, no sentido de podermos captar os pensamentos e perceber os actos de homens e mulheres que viveram há milhares de anos, analisando as semelhanças e as diferenças aos vários níveis e daí extrair até algumas conclusões filosóficas ao nível do chamado "sentido da vida".
PC